10 junho 2014

Sobre as minhas confusões.

Já faz um tempo que o sentimento é confuso. E por ser confuso é aí que entra a minha maior duvida, se existe ou não. Me encontro sem vontade pra nada, inclusive de fazer esse texto, acho que é a décima vez que olho para essa folha e não vem nada na minha cabeça, a não ser aquele olhar. Eu te vi por alguns instantes e todos os anos que passamos juntos acompanharam aquele peso do teu olhar. Tu sempre que soube que eu sempre gostei de olhares e cheiros. (Sim, de cheiro, posso não lembrar de uma pessoa pelo nome, ou pela fisionomia , mas lembro o seu cheiro.) Ouvir tudo o que você me disse naquele dia me trouxe uma pertubação que está inclusa nos meus pensamentos a todo instante. Posso estar fazendo o que for, mas lembro das suas palavras, minto, lembro do olhar, ele me disse mas coisas do que todo aquele furacão de palavras e acusações que você me fez. Em meio a tudo isso, as dúvidas, aonde foi parar o amor, ou o porque da falta de amor nesses últimos dias, eu te digo que estou feliz sem você. Ainda me sinto insegura, ainda tenho caídas emocionais achando que só você ia e aceitar com todos os meus defeitos, afinal, nós pertencíamos tanto um ao outro, que era meio impossível me desligar de você.
Em meio a tudo isso, me vem um sentimento estranho. Eu estava anestesiada de tudo. De felicidades, de tristezas, me mantive cética o tempo todo, até ouvir uma frase.
"Ei, não se preocupa, apaga isso da tua cabeça, eu to aqui." Isso veio acompanhado de um abraço dado de lado, porque pelo que me lembro, não tinha intimidade o suficiente para dar abraços de mais de 3 segundos.
Sim, a frase ficou, mas juro como não lembro quando ela ocorreu, sim, eu esqueço das coisas, e pior não vejo o que acontece na minha frente. Prefiro acreditar que nada está acontecendo. Talvez por isso deixei escapar várias oportunidades de ser feliz. As frases foram aumentando. As atitudes também. E eu continuei sem saber o motivo de tantas perguntas, ou de tantas confusões se nada estava acontecendo. Acredita que eu senti vontade de contar isso pra alguém, e acabei contando pra quem eu queria, sim, contei pro Peu. Diferente de todo mundo ele disse que as coisas iam acontecer devagar, e disse: "Aí vem mais um teste de paciência pra senhorita.. esperar ou não? o que você decide?"
Nada. Eu nunca gostei de decidir nada. E a vida me obrigou a fazer escolhas drásticas em três anos, por isso minha opção sempre é escolher nada. Pode escolher por mim..
Peu riu.. disse que eu não existia. E me abraçou. Eu disse pra ele que até ontem, tudo fazia sentido na minha cabeça,hoje.. eu não estou entendendo mais nada... diferente do que aconteceu com ele. Ele não estava entendendo nada até ontem, e entendeu ontem. E eu fiquei aqui com as minhas indagações, que como sempre não vou tira-las. Peu me disse que eu ia tirar sim, que me conhecia o suficiente pra saber que na primeira oportunidade eu olharia bem dentro dos olhos dele e perguntaria. São mundos diferentes. Seu mundo é intenso demais, apesar de você sempre parecer inerte, você é intensa e quer tudo. Eu não sei se ele aguenta seu tudo. Respondi a ele que não queria pensar nisso, que não fazia a minima ideia porque que todos estavam falando "que ia dar certo." Expressão essa que eu detesto.
No final das contas, eu decidi o nada. Decidi não querer, decidi acreditar que nada estava acontecendo.
Até uma mensagem chegar... Ela só continha um coração. ""
Peu riu.
Disse: Tá vendo? Tem coisas que já estão decididas, mesmo sem a nossa permissão.

Reações:

2 comentários:

  1. Teus textos como sempre.
    Confusos e definindo meus sentimentos.
    Se valer a pena.. se permita :m

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  2. As confusões são a razão de cada pequena evolução do mundo.
    Logo, você está evoluindo.

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