10 abril 2016

Alguma coisa sobre você.

As vezes quando existe uma dor muito grande, ela transborda pelos olhos, mas no meu caso, transbordou pelas mãos. Eu passei dias e dias tentando entender o que aconteceu naquela noite. E confesso que ainda hoje não entendo. Fazer com que as coisas mudassem foi uma proposta de intervenção em que o agente social restringia-se apenas a mim, sim, aquela velha história de conscientização, mas cada tentativa era uma derrota. Doeu escutar o quanto você gostava de mim, mas que não queria esse sentimento. É difícil até escrever sobre isso, porque nunca conheci algo tão difícil, confuso. Você que sempre mostrou coragem a tudo e teve medo justo de amar. Aliás, corrijo. Medo de sentir-se amado. São quase quatro meses de silêncios. Apesar de nos falarmos regradamente e com excesso de cuidado para não sair nenhuma virgula de sentimento, ou até mesmo trocar pontos finais por reticências em uma história escrita  numa folha de rascunho, nada foi passado a limpo. O vazio de duas vidas ocupadas, sem tempo para nada, com desculpas para viver. Depois de você, aprendi que tem momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.

06 dezembro 2015

Aos verdadeiros.

É até estranho imaginar o quanto aquelas pessoas estavam destinadas a fazer parte da minha vida. Cada uma de uma jeito diferente. Eles quase sempre estavam ali e eu nunca percebi. Até que minha vida deu várias voltas e em uma delas eu esbarrei meu olhar em um olhar tímido que mesmo sem querer deixou escapar um sorriso. Deixei minha risada correr, aprendi a sorrir. A calma tomou conta de mim quando decidi ficar e por fim, compartilhei sentimentos, segredos e tenho aprendido a ter calma.
O que escutei deles não foi nada bom. Mas se tem uma coisa que aprendi na vida foi que felicidade alheia incomoda e a única maneira de tentar destruir isso é falando do que não sabe. E eu deixei. Deixei aquela felicidade tomar conta de mim todos os dias. Mesmo não estando presente como gostaria. Se temos defeitos? Sim, vários. Somos chatos, zangados, ignorantes, grosseiros, enjoados e o que fazemos de tudo isso? Transformamos em risadas. 
O sentimento que tenho é de gratidão. Pela vida, pelas escolhas que fiz, sim, mesmos as erradas, as confusas, as precipitadas.. todas elas fizeram com que eu conhecesse vocês. Mesmo sendo tão diferentes, nós conseguimos fazer com que os problemas, as tristezas, as dúvidas, as incertezas se transformem em riso frouxo. Fico bem com vocês. Sinto que pode acontecer o que for, tenho vocês. Uns mais presentes que os outros, não posso negar. Mas sei que independente de se falar todo dia ou não, existe sentimento e é recíproco, por mais que as vezes eu mesma não queira admitir. Por mais que uns sejam mais amorosos que os outros. Acho que é exatamente isso que nos completa. Nossas diferenças. Nosso jeito de ser totalmente diferente que não liga pros defeitos mas que exalta as qualidades. A preocupação. O amor. O respeito. O carinho. A admiração. A graça. O vinho. As gargalhadas. Somos únicos e isso ainda há de nos fazer eternos.