10 abril 2016

Alguma coisa sobre você.

As vezes quando existe uma dor muito grande, ela transborda pelos olhos, mas no meu caso, transbordou pelas mãos. Eu passei dias e dias tentando entender o que aconteceu naquela noite. E confesso que ainda hoje não entendo. Fazer com que as coisas mudassem foi uma proposta de intervenção em que o agente social restringia-se apenas a mim, sim, aquela velha história de conscientização, mas cada tentativa era uma derrota. Doeu escutar o quanto você gostava de mim, mas que não queria esse sentimento. É difícil até escrever sobre isso, porque nunca conheci algo tão difícil, confuso. Você que sempre mostrou coragem a tudo e teve medo justo de amar. Aliás, corrijo. Medo de sentir-se amado. São quase quatro meses de silêncios. Apesar de nos falarmos regradamente e com excesso de cuidado para não sair nenhuma virgula de sentimento, ou até mesmo trocar pontos finais por reticências em uma história escrita  numa folha de rascunho, nada foi passado a limpo. O vazio de duas vidas ocupadas, sem tempo para nada, com desculpas para viver. Depois de você, aprendi que tem momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.
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